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3 de dezembro de 2007

O Outro Heterónimo do Fernando

Foi descoberto um novo heterónimo de Fernando Pessoa.
Porquê só agora?
A razão é simples. Ao contrário dos restantes, este heterónimo não escreveu uma única letra.
O seu legado foi transmitido oralmente.
O seu nome é Joaquim Silva, trolha de profissão.

Mais conhecido no meio por Quim Brocas.
Entre tijolos e baldes de massa, os seus versos andam de andaime em andaime e só ganham vida à passagem de alguma beldade.

Quim Brocas por ele mesmo:

O trolha é um aldrabão
Mente tão descaradamente
Que diz que é do coração
A tesão que deveras sente.

Eis alguns versos de andaime ou os piropos do Quim:

Ó babe partia-te as estrofes todas.
Se não gostares de mim, somos vários.
Ó querida a tua figura é de estilo.
É de papel como tu que a minha caneta precisa.
Esse corpo não tem nada de metá-fora.
Com uma semântica dessas rimava-te toda.

Não sou nada. Nunca serei nada. Contigo, o que quiseres.
Todo o prazer é um vício, deixa-me viciar em ti.
Eu quero, tu sonhas e a obra nasce.
Vale sempre a pena, quando a tusa não é pequena.

Todos os piropos são
Ridículos
Têm de ser
Ridículos
Se não fossem
Ridículos
Afinal
Não estarias
A ler isto.

7 de novembro de 2007

Cigarros Pensativos


Fumando um cigarro com Álvaro de Campos

“ …
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
… ”